A Jornada Infinita: Como o Amor pelo Aprendizado Pode Nos Reconfigurar
- Larissa Morangoni

- 21 de set. de 2025
- 11 min de leitura

O tema aprendizado me lembra muito da minha avó Isaura. Sinto o cheiro de sua cozinha assando roscas e ela ouvindo o rádio enquanto mexia com força mais massa para assar. Tudo que a vovó ouvia de instrução nesse rádio ela praticava. E era de prontidão! Lembro-me perfeitamente do dia que ouviu sobre deixar o feijão de molho antes de cozinhar. No mesmo dia ela mudou sua maneira de preparar o feijão aprendida há pelo menos umas oito décadas. Ela tinha muita curiosidade e muita vontade de aprender. O rádio, os folhetos da missa, a televisão, conversas com familiares, amigos e vizinhos, tudo era fonte de conhecimento. Não só pra se surpreender com a nova informação, mas para testar e se transformar constantemente. Ela aprendia com tanta alegria e tanta humildade!
Penso que amar aprender não é apenas uma habilidade para os estudos; é uma postura perante a vida, um antídoto contra a estagnação e uma fonte inesgotável de bem-estar. Inspirados pela vovó, vamos mergulhar fundo na arte e na ciência de aprender, e como você pode aplicar isso no seu dia a dia.
Os Múltiplos Caminhos da Mente: Como Aprendemos?
Nossa mente é muito versátil – ela aceita vários estilos de aprendizagem. Conhecer cada um nos permite ser mais eficazes e gentis conosco mesmos.
Aprendizagem por Associação (Pavlov): O clássico "jogo do emparelhamento". Nosso cérebro naturalmente conecta estímulos. É o cheiro de cravo e canela que nos leva à casa da avó, é o primeiro acorde de uma música que nos transporta para um verão distante. É a base sobre a qual construímos conhecimentos mais complexos, a matéria-prima da memória afetiva que a música explora tão bem.
Aprendizagem Cognitiva (Piaget): Aqui, vamos além do reflexo. É a construção ativa de modelos mentais. É o "Eureka!" interno que acontece quando um quebra-cabeça mental se encaixa. Como disse o próprio Piaget: "O principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações fizeram."
Zona de Desenvolvimento Proximal (Vygotsky): Esta é uma das metáforas mais belas da educação. Imagine um aprendizado que não está nem na sua "zona de conforto" (o que você já domina) nem na "zona de pânico" (o que é impossível para você agora). Entre elas, existe uma "zona mágica" – a Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP). É o espaço onde, com o suporte certo de um mentor, você consegue alcançar o que antes parecia distante. É a dança perfeita entre desafio e suporte. Vygotsky definia isso como "a distância entre o nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial". É como um par de "Asas" de Orides Fontela:
"Não voes tão alto:
a altura
deslumbra
e depois
desumaniza.
Não voes tão baixo:
a terra
consome
as asas.
Voamos juntos?"
Aprendizagem Social (Bandura): "Nós aprendemos pelo exemplo." A teoria de Albert Bandura nos lembra que somos seres sociais. Observar alguém que admiramos executando uma tarefa aciona nossos "neurônios-espelho". Bandura sintetizou: "Aprender seria extremamente trabalhoso, para não dizer perigoso, se as pessoas dependessem apenas dos efeitos de suas próprias ações para informá-las o que fazer." Não precisamos experimentar tudo diretamente para aprender. Existem os ensinamentos e demonstrações dos professores, aprendizagem por observação dos outros, trocas de informações e de sugestões entre pares, fontes diversas de materiais escritos, falados ou vídeos de instrução. De forma geral, sustentar o caminho do aprendizado demanda algum senso de autoeficácia (sentir confiança na própria capacidade): “A confiança em si mesmo não garante o sucesso, mas a falta dela garante o fracasso”.
Aprendizagem Experiencial (Kolb): Kolb propõe um ciclo: 1. Vivemos uma experiência concreta; 2. Refletimos sobre ela; 3. Tiramos conclusões abstratas; 4. Aplicamos ativamente essas conclusões em uma nova situação. É aprender na prática, errar, refletir e melhorar. É o ciclo da maestria. É a "Pedra" de Drummond:
"No meio do caminho tinha uma pedra...
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas."
A experiência (tropeçar), a reflexão (nunca me esquecerei) e a mudança de perspectiva (na vida de minhas retinas).
Aprendizagem Significativa (Ausubel) vs. Por Descoberta (Bruner): Ausubel nos fala da importância de "ancorar" o novo conhecimento em algo que já sabemos. Ele defendia: "O fator mais importante que influencia a aprendizagem é o que o aprendiz já sabe". Bruner, por sua vez, valoriza a jornada de desvendar por si mesmo: "O objetivo da educação não é aumentar a quantidade de conhecimento, mas criar as possibilidades para que uma criança invente e descubra." É a diferença entre admirar a "Abaporu" de Tarsila do Amaral por entender seu contexto (significativa) e, ao mesmo tempo, se deixar levar pela descoberta emocional única que a obra provoca (descoberta).
Aprendizagem Ativa (Dewey) & Andragogia (Knowles): John Dewey defendia que aprendemos fazendo: "A educação não é uma preparação para a vida; a educação é a própria vida." Para ele, aprender é um processo dinâmico, social e contextualizado. O currículo parte das necessidades e curiosidades de cada indivíduo. Malcolm Knowles aplicou isso aos adultos, que buscam autonomia e aprendizado prático, com relevância prática: “Adultos aprendem o que precisam saber, quando precisam saber”.
É importante dizer que o estilo de aprendizado não é fixo(pode mudar em contextos diferentes) para não limitar oportunidades de desenvolvimento. O melhor mesmo é experimentar todos os estilos, apesar de ter preferências. Também enfatizo que ter preferência nem sempre significa ter competência. Treino de aprendizado é o que molda habilidade.
A Neurociência com Leveza: A Sinapse da Felicidade
Quando nos engajamos em aprender algo novo, é como se acendessem fogos de artifício no cérebro. Os neurônios disparam e, se praticamos, formam conexões cada vez mais fortes – as sinapses. A neuroplasticidade, essa capacidade maravilhosa do cérebro de se remodelar, entra em ação. A substância química do esforço bem-sucedido? Dopamina. Esse neurotransmissor de prazer e recompensa é liberado quando superamos um desafio, criando um ciclo virtuoso: aprender é gostoso e nos faz querer aprender mais.
O Legado de Marva Collins: A Pedagogia do "I Can" Tropical
Nenhuma conversa sobre amor ao aprendizado estaria completa sem falar de Marva Collins. Ela revolucionou a educação com uma crença inabalável. Ela não aceitava um "não sei". Ela dizia: "Você ainda não sabe". Essa pequena palavra – "ainda" – é mágica. Ela ecoa a resiliência de um João Guimarães Rosa: "O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem." Marva dava a coragem para seus alunos correrem atrás do saber. Sua filosofia era: "Aqui, não vou eu te deixar desistir de você mesmo."
Quem foi Marva Collins
Marva Collins era uma professora afro-americana que, em 1975, frustrada com o sistema educacional público de Chicago (que ela via como de baixas expectativas e negligente), fundou uma escola em sua própria casa no West Side, uma das áreas mais pobres e violentas da cidade. Ela começou com apenas US$ 5.000 de seu próprio fundo de pensão e inicialmente matriculou seus dois filhos e mais quatro crianças do bairro. Essa escola, que ela batizou de Westside Preparatory School, tornou-se um farol de excelência e um fenômeno educacional.
Como ela trabalhava: A Pedagogia da Excelência e do "Ainda Não"
O método de Marva Collins era uma combinação potente de altíssimas expectativas, amor firme e um currículo clássico e desafiador. Ela rejeitava veementemente a ideia de que as crianças de seu bairro, muitas rotuladas como "com dificuldades de aprendizagem" ou "ineducáveis" pelo sistema público, eram incapazes.
Estes eram os pilares de seu trabalho:
Crença inabalável no potencial: seu princípio fundamental era que todas as crianças podem aprender e alcançar a excelência. Ela não aceitava desculpas, nem da sociedade, nem da pobreza, nem das próprias crianças. A palavra "não sei" era proibida em sua sala de aula. Era substituída por "ainda não sei" – uma pequena mudança linguística que tirava a carga de permanência do fracasso e colocava o aprendizado na Zona de Desenvolvimento Proximal, transformando-o em uma jornada.
Ambiente de alto nível e afeto firme: sua sala de aula era estruturada e séria, mas profundamente afetuosa. Ela era exigente e chamava cada aluno à responsabilidade, mas sempre com um discurso de potência. Ela constantemente afirmava o valor e a inteligência deles. Frases como "Eu confio em você", "Você é brilhante", "Você pode fazer isso" eram repetidas como mantras. Era uma disciplina sustentada pelo amor, não pelo medo.
Currículo clássico e rico em linguagem: enquanto o sistema público oferecia um currículo empobrecido e básico, Marva Collins expunha seus alunos – muitos ainda muito jovens – aos grandes clássicos da literatura, à filosofia, à poesia de Shakespeare, Sófocles, Tolstói, e Chaucer. Ela acreditava que o vocabulário complexo e as ideias atemporais dessas obras expandiriam suas mentes e lhes dariam as ferramentas linguísticas e críticas para entender e conquistar o mundo.
Ênfase na leitura, na pronúncia e na autoconfiança: ela ensinava fonética de forma intensiva. As crianças liam em voz alta, constantemente, e eram corrigidas com paciência e precisão. Ela acreditava que a habilidade de ler e se comunicar com clareza e confiança era a base de todo o empoderamento futuro.
Foco no caráter: a educação, para ela, não era apenas acadêmica. Era sobre construir caráter, resiliência, autoestima e cidadania. Ela ensinava valores como integridade, perseverança e orgulho de si mesmo.
Os Resultados do Seu Trabalho
Os resultados foram nada menos que espetaculares e desafiaram todas as estatísticas e expectativas:
Sucesso acadêmico comprovado: todas as crianças que passaram pela Westside Prep, muitas das quais haviam sido diagnosticadas com deficiências de aprendizagem e transtornos de comportamento no sistema público, foram aceitas na faculdade. Elas não apenas se recuperaram, mas se destacaram academicamente.
Reconhecimento nacional: sua história ganhou as páginas de revistas como Time e Newsweek. Em 1981, a CBS exibiu um filme para a TV estrelado por Cicely Tyson e Morgan Freeman sobre sua vida, "The Marva Collins Story", que a tornou conhecida nacionalmente.
Impacto ampliado: impressionados com seu sucesso, outros educadores e comunidades a procuraram. Ela começou a treinar milhares de professores em seus métodos, mostrando que a sua abordagem não era um "milagre" isolado, mas uma metodologia replicável.
Legado duradouro: a Westside Prep funcionou por mais de 30 anos, formando gerações de alunos. Seu legado vive no Marva Collins Method, que continua a inspirar educadores em todo o mundo, especialmente aqueles que trabalham em comunidades carentes.
A Lição Central de Marva Collins
A grande lição que Marva Collins deixou para o mundo é que o fator mais importante na educação não é o orçamento, a infraestrutura ou o background socioeconômico do aluno, mas a crença que o educador deposita nele.
Ela demonstrou que quando você trata uma criança como se ela fosse inteligente, capaz e brilhante, e lhe fornece as ferramentas e a disciplina para atingir esse potencial, ela se torna inteligente, capaz e brilhante. Ela foi a personificação viva da psicologia positiva aplicada à educação, focando no que é forte nas pessoas, e não no que é falho.
Sua vida é um lembrete eterno de que o potencial humano é inesgotável e que, com a postura certa, podemos ajudar qualquer pessoa a descobri-lo.
Estratégias Práticas: O Ritmo do Saber
Input compreensível + ZDP: busque conteúdo que seja compreensível, mas um degrau acima do seu nível atual. O contexto vai tornar esse conteúdo inteligível. Por exemplo assistir a uma série em outro idioma com legendas, ouvir podcasts sobre temas que você já conhece um pouco... isso é se colocar na ZDP. É como ouvir Chico Buarque e perceber, aos poucos, a complexidade poética por trás da melodia aparentemente simples.
Repetição espaçada (Anki): a memória é como um músculo que precisa de treino constante. Ferramentas como o Anki usam algoritmos para resgatar a informação justamente no momento em que você está prestes a esquecê-la, fortalecendo a memória de longo prazo de forma extremamente eficiente. O aplicativo Duolingo usa esse método. A repetição espaçada faz revisões em 24 horas após o primeiro contato com a informação nova, 7, 30 e 60 dias depois. Esses prazos respeitam a “Curva do Esquecimento” proposta por Hermann Ebbinghaus.
Entrelaçamento: em vez de praticar um único tipo de problema 100 vezes (blocos), misture diferentes tipos de problemas ou temas (entrelaçamento). A alternância evita a “ilusão de domínio” uma falsa sensação de aprendizado. Esse é um dos conceitos mais importantes e contraintuitivos da aprendizagem eficaz, e explicá-lo é crucial aqui.
A Ilusão de Domínio: Por Que Nos Sentimos Preparados Quando Não Estamos
A Ilusão da Competência (ou Ilusão de Domínio) é um viés cognitivo que nos faz acreditar que dominamos um assunto ou uma habilidade melhor do que realmente dominamos. É aquele sentimento confiante de "Ah, isso eu já sei!" que surge após reler um texto, grifar passagens ou praticar várias vezes o mesmo tipo de problema de forma sequencial.
É uma sensação sedutora e perigosa, porque nos engana sobre nossa própria preparação, muitas vezes levando a surpresas desagradáveis em provas, apresentações ou na aplicação prática do conhecimento.
Como essa ilusão se forma? Ela surge porque nosso cérebro confunde familiaridade com maestria. Quando você relê um capítulo, a informação se torna fluida e fácil de processar. Seu cérebro reconhece o padrão, o caminho neural se ativa sem muito esforço, e isso gera uma sensação de conforto e domínio. No entanto, esse reconhecimento passivo é muito diferente de ser capaz de recuperar ativamente essa informação da memória e aplicá-la em um contexto diferente.
É a diferença entre:
Reconhecer uma resposta ao vê-la em uma lista de múltipla escolha (fácil, ilusório).
Recordar essa resposta espontaneamente em uma dissertação ou em uma conversa (difícil, verdadeiro domínio).
O Entrelaçamento: O Antídoto para a Ilusão
O Entrelaçamento é a estratégia de estudar ou praticar misturando diferentes tópicos ou tipos de problemas, em vez de focar em um único tipo de cada vez (uma prática conhecida como "bloqueio").
Enquanto o bloqueio (estudar só A, depois só B, depois só C) alimenta a ilusão da competência, o entrelaçamento (estudar A, B, C, B, A, C...) a destrói e constrói uma competência real.
Por que o Entrelaçamento é tão eficaz contra a ilusão?
Ele torna o aprendizado desconfortável (e por isso, eficaz):
Bloqueio: a prática é fluida. Você entra no "modo" de resolver aquele problema específico e repete o algoritmo mental. É fácil e dá uma falsa sensação de domínio rápido.
Entrelaçamento: a cada novo problema, você é forçado a parar e pensar: "Ok, qual é a estratégia certa para este problema específico?" Esse pequeno momento de dificuldade e reflexão é onde a aprendizagem profunda realmente acontece. É como uma musculação para o cérebro – o esforço é o que fortalece.
Ele força a comparação e o contraste: ao alternar entre tópicos, seu cérebro é obrigado a discriminar entre conceitos. Você não apenas aprende como resolver um problema, mas também quando aplicar aquele princípio e quando não aplicá-lo. Isso cria conexões neurais mais ricas e flexíveis.
Ele simula o mundo real: na vida, os problemas não vêm em capítulos organizados. Um paciente não chega ao consultório com um diagnóstico puro de "ansiedade do capítulo 5" ou "depressão do capítulo 7". Os desafios são misturados e exigem que se identifique e aplique o conhecimento correto no momento certo. O entrelaçamento prepara você exatamente para isso.
Portanto, abrace a dificuldade produtiva do entrelaçamento. Aquela sensação de "uau, isso está difícil" não é um sinal de que você não está aprendendo; é o sinal exato de que você está aprendendo de verdade, quebrando a ilusão da competência e construindo um domínio sólido, flexível e duradouro sobre qualquer assunto. É a diferença entre reconhecer o caminho e ser capaz de percorrê-lo com os olhos vendados.
O Amor que Cura, o Saber que Liberta
Chegamos ao cerne da questão, à sinfonia onde todos esses instrumentos — a mente, o método, o outro — tocam em harmonia. Amar o aprendizado transcende a mera aquisição de informação; é um romance com a própria curiosidade, uma declaração de fé no potencial infinito do ser humano.
E esse amor, quando praticado com competência — usando as ferramentas certas para evitar a ilusão e construir um domínio real —, transforma-se na mais poderosa ferramenta de autonomia. Aprender de verdade não é sobre acumular dados; é sobre tecer uma rede de compreensão que nos permite navegar pelo mundo com mais clareza, criticidade e confiança.
Mas essa jornada, por mais pessoal que seja, não se faz só. É na riqueza do grupo, no calor do coletivo, que o aprendizado ganha coro e profundidade. É na troca de perspectivas, no exemplo do outro, no debate que desafia nossas certezas, que refinamos nosso pensamento.
E, por fim, chegamos ao ponto mais vital: a saúde integral. Como psiquiatra, testemunho diariamente como esse ciclo virtuoso — o amor pelo novo, a competência conquistada e os laços construídos — é um pilar fundamental do bem-estar. Aprender é o exercício supremo para a neuroplasticidade, mantendo o cérebro jovem e resiliente. Desenvolver domínio amplo e autonomia são antídotos potentes contra a ansiedade e a depressão. Além disso, pertencer a uma comunidade de aprendizes nutre nosso sentido de propósito e conexão.
Amar aprender, aprender com competência e aprender em grupo não são apenas metas educacionais. São atos de saúde radical. São as práticas que nos integram — cérebro, mente e coração — e nos fortalecem para os desafios da existência. É o que nos permite, como escreveu Cora Coralina, não apenas viver, mas "viver com força e doçura, inteligência e sensibilidade, lucidez e amorosidade" - como viveu por 96 anos a minha avó!
Que possamos, então, seguir nessa jornada infinita, com a coragem de quem sabe que o próximo passo, por mais desafiador que seja, é sempre em direção a uma versão mais sábia, mais conectada e mais inteira de nós mesmos.





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